domingo, agosto 20, 2006

Poeta de indefinição sem palavras,
escultor das arestas já talhadas.
Branco no branco,
nada de nada.
Cosmonauta invertido e raiz imaginada.
Trabalho sem suor em intelecto amordaçado.
As cores fundidas num translúcio,
num prisma idealizado,
que não reparte,
que não une,
que apenas está.
Não apresento,
não demonstro,
a sensação do olhar,
recolher,
a sensação de se apaixonar pelo que se vê.
Venho de uma terra sem nome,
onde as formalidades são desenhadas em abraços.
Nesse sonho de onde desembarco,
sente-se.
Sente-se que a verdadeira importância está no sentir,
no exteriorizar,
no fingir.
Finjo que sou,
finjo que sim.
Anonimo

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